sexta-feira, 8 de abril de 2011

A questão do desarmamento.

A recente tragédia ocorrida em Realengo no Rio de Janeiro trouxe novamente a tona o debate sobre a questão do desarmamento.

No Brasil, com base em estatísticas que apontavam que somente em 2002 morreram 38mil pessoas por arma de fogo , os defensores do desarmamento, defenderam sua tese acreditando que desarmando a população civil tais números cairiam. Um estudo realizado pelo Programa Delegacia Legal do RJ apontou que das 86849 armas envolvidas em homicídios, apenas 33% delas eram registradas e em contrapartida os 67% restantes eram contrabandeadas ou sem registro.

No entanto, somente as estatísticas divulgadas não permitem ao cidadão comum estabelecer um juízo de valor a respeito do assunto. Algumas perguntas deveriam ser respondidas como: Dos 33% de armas envolvidas em homicídios registradas, quantas pertenciam a um policial, agente penitênciário ou agente público no exercício de sua profissão? As armas registradas estavam com o respectivo dono por ocasião do homicídio ou nas mãos de terceiros como fruto de roubo ou outra razão?

De fato, as pessoas que defendem o desarmamento desejam diminuir a violência através da restrição do armamento ao cidadão comum. Crimes são praticados por indivíduos que vivem a margem da sociedade e não pelo cidadão comum. Diferente do que pensam tais defensores, desarmar a população civil não contribui para a redução dos crimes violentos.

Os Estados Unidos são um exemplo claro do funcionamento desta lógica. O país é conhecido mundialmente por possuir lojas de armas no entanto, a sua posse obedece a legislações diferentes dependendo do Estado. Washington, Chicago, Nova York e o estado da Califórnia apresentam os maiores índices de criminalidade. Até então eram, os lugares em que a legislação era mais restritiva com a posse de armas. Washington mudou a sua legislação em 2008, autorizando o porte de armas. Posteriomente em matéria do Washington Times datada de 21 de janeiro de 2010, foi apontado queda no índice de homicídios na ordem 25%.O seu editorial concluiu que sempre que um país aprova o desarmamento, seus indices de criminalidade aumentam. Seguem outros dois exemplos:

- Gran Bretanha: Baniu o porte de armas em 1997. Seus homicídios tiveram aumento de 50% já no ano 2000.

- Austrália: Restringiu o porte de armas também em 1997.Houve aumento no número de homicidios a partir de 2001 e o número de assaltos a mão armada aumento em 166%.

Mas como, permitir que o cidadão de bem tenha a posse de armas, contribui para a redução dos índices de criminalidade? Essa é a pergunta chave que devemos fazer e acredito que a razão é muito simples.

Bandidos geralmente aproveitam momentos de distração da vítima ou de sua fragilidade para poderem praticar seus crimes. Cientes que a sua vítima não possui nenhuma forma de defesa, a prática do crime torna-se mais fácil. Se as pessoas portarem armas para sua legítima defesa, estariam menos propensas a sofrerem violência uma vez que ao bandido, caberá uma grande dúvida. Será que ele/ela está armado?

Fontes:
- Armas de fogo
Restringir não é solução - Super Interessante
- Pela defesa legítima
- Origem das armas de fogo